garota com vestido vermelho

Vida de Solteira – 14: Uma batalha perdida

garota com vestido vermelho
Autoria desconhecida

 

Beto

– O que foi meu filho? Tá se sentindo mal?

Minha mãe se aproximou e fez carinho nas minhas costas.

A resposta para a pergunta dela era SIM. Eu estava me sentindo mal. Mandei a carta para o Colorado State University no ano anterior e não obtive nenhuma resposta. E agora, quando eu nem esperava mais: “Você foi admitido”.

– Estou bem, mãe. Só com um pouco de sono. Vou deitar.

– Tem certeza? Parece triste. O que tinha na carta? Era cobrança? Você está endividado, Beto?

– Não mãe, não era cobrança. Já disse, só estou com sono.

Guardei a carta no bolso, me levantei e fui para meu quarto. Minha mãe observou todos os meus passos de um jeito desconfiado.

Entrei no quarto e ele parecia menor que antes. Uma sensação de sufocamento deixava minha respiração mais ofegante. Desabotoei a camisa e sentei na mesma poltrona que passei a primeira melhor noite da minha vida. As lembranças de tudo que vivi com Carol invadiram a minha cabeça e tive certeza que não ia conseguir deixá-la.

Sempre vivi sem expectativas em relação ao amor. Eu não acreditava e nem desacreditava, apenas nunca tinha sentido esse sentimento extraordinário que as pessoas tanto falavam. Mas hoje, posso garantir que ele existe mesmo.

Quando Carol apareceu pela primeira vez, meu coração já tomou um susto. Na hora fiquei sem entender aquela sensação estranha que comecei a sentir pela menina irritante que insistia em ver o parto da vaca mais valiosa da fazenda. Mas, no mesmo dia, identifiquei que se tratava do famoso amor. Quando acordei, após aquela madrugada de tempestade ao lado dela, me senti a pessoa mais feliz do mundo. Até o canto do galo, que minha mãe criava e me irritava sempre que eu dormia lá, passei a achar engraçado.

Nunca tinha sido tão bom viver. E por mais difícil que fosse dizer não ao mestrado no Colorado, eu já tinha tomado a minha decisão. Não iria e nem falaria nada pra ninguém. Aqui no Brasil eu também poderia fazer bons cursos. A minha felicidade valia mais que qualquer título profissional.

Deite na cama, abracei meu travesseiro desejando que ela estivesse ali comigo e fui dormir com a certeza boa de que em algumas horas a encontraria novamente.

 


 

Carol

Algo começou a me alisar. Era delicado e gostoso. De repente comecei a ver Beto sorrindo pra mim e acariciando a minha mão. Os carinhos continuaram no braço, depois nas costas. Não lembrava da mão de Beto ser tão macia e suave.

AAAAIII!

Dei um pulo da cama. Não era Beto e sim o gato de Ana. O safadinho subiu na cama e depois do carinho inicial, se irritou, talvez não tenha gostado de ser confundido com Beto, e arranhou as minhas costas.

– Carol, tá tudo bem? – Ana abriu a porta ao ouvir meu grito.

– Tá. Foi apenas o seu gato que me acordou de um jeito nada carinhoso.

– Desculpa, Carol. Júlia deve ter esquecido a porta aberta e ele entrou. Milk não gosta de ficar acordado sozinho.

– Tudo bem, Ana. Não precisa se desculpar.

Eu também não gostava de ficar acordada sem ninguém para conversar, não ia julgar o pobre do gato.

Ana saiu do quarto levando Milk. Peguei o celular e olhei a hora: 10h15. Para quem foi dormir às 7h da manhã, ainda era cedo. Deitei na cama tentando dormir mais um pouco, mas gritos vindos do lado de fora da casa espantaram meu sono.

“João Victor, eu disse pra você não se meter!”

“Eu estou tentando te ajudar.”

“NÃO SE META! EU QUE SEI O QUE É MELHOR PRA MIM!!!!!”

Beto e João Victor? O que de tão grave tinha acontecido para os dois estarem gritando daquela forma?

Saí do quarto do jeito que eu estava, que por sinal era a mesma roupa da festa, só que um pouco mais amassada, e corri para ver qual o motivo da confusão.

Quando apareci na porta, Beto me olhou desesperado.

– Ah, não! Olha o que você fez. Seu imbecil!

– É para o seu bem. Carol vai entender.

Mil coisas já passavam pela minha cabeça. Seria uma gravidez inesperada de Ruth? Não, isso não. Ele me garantiu que não tinha dormido com ela. Algum crime oculto?

– Alguém pode me explicar o que está acontecendo?  

– Não é nada, Carol. Idiotice de João Victor.

– Se você não contar, eu conto.

– Seu idiota!

Beto derrubou João Victor no chão, mas Sebastião apareceu antes que os dois se agredissem fisicamente.

– Parem com isso agora!!! Tenho certeza que seus pais não ensinaram esse tipo de comportamento a vocês, ainda mais na casa dos outros.

Seu Ramon, o pai dos meninos, estacionou o carro bem na nossa frente, assim que Sebastião terminou de falar.

– BETO E JOÃO VICTOR, PAREM COM ISSO AGORA! – ele gritou e a região inteira ouviu.

Seu Ramon era um homem discreto, falava pouco e sempre tinha alguma brincadeira para dizer. Aquela seriedade era novidade pra mim.

Beto soltou a camisa de João Victor e os dois se levantaram.

– Mas pai, Beto não sabe…

João Victor tentou falar, mas seu pai não deixou.

– Conversamos em casa, João Victor.

– Eu preciso falar com Carol, pai. – Beto disse.

Seu Ramon me olhou, como se analisasse qual a melhor decisão tomar, deu um meio sorriso e disse:

– Depois ele volta para falar com você.

Apesar da minha angústia para saber o que estava acontecendo, concordei balançando a cabeça e os três foram embora cada um no seu carro. Beto foi o último a sair e de dentro do carro, com um olhar triste, ele disse: “Volto logo”. Retribui seu sorriso e podia sentir pequenas rachaduras se formarem em meu coração. Seja lá o que ele tivesse para me dizer, com certeza não seria nada bom.

Júlia também tinha presenciado toda a confusão, talvez ela soubesse de algo.

– Júlia, João Victor disse alguma coisa para você?

– Não. Quando ele ia começar a falar, Beto chegou gritando.

– Meu Deus, que novidade será essa?

– Não sei amiga, também estou nervosa. Pra eles brigarem daquele jeito, deve ser algo sério.

Eu e Júlia permanecemos na parte externa da fazenda tentando imaginar qual o grande segredo. O nervosismo consumia a minha alma. Será que acordar com arranhão de gato nas costas é sinônimo de azar?

– Meninas, o almoço está na mesa. Júlia, seu pai disse para não esperar por ele e Eunice. Os dois saíram logo cedo e não sabem a hora que vão voltar.

 – Desculpe, Ana. Sua comida é muito gostosa, mas não consigo comer agora – eu disse.

– Se acalme, Carol. Isso é briga besta de irmão. Logo passa.

Ana tentou me animar, mas não adiantou. João Victor foi muito claro. Eu precisava saber de algo que Beto não queria me contar.

– Sebastião, quando você terminar de almoçar, poderia selar o Jam Black pra mim?

Jam Black era um cavalo da fazenda. Sempre que eu estava lá, montava nele. Ele era o único que não se irritava com o meu jeito desengonçado de cavalgar.

– Vou fazer logo. É rápido.

Sebastião selou Jam Black, me ajudou a subir e eu saí. Júlia ficou em casa para receber o pessoal que vinha pegar o som da festa e pagar o restante do dinheiro. Ela disse que me encontraria depois que resolvesse tudo, caso Beto ainda não tivesse voltado.

Prestei bastante atenção no caminho para não correr o risco de me perder. Após uns trinta minutos cavalgando lentamente, resolvi parar. Desci do cavalo, amarrei ele em uma árvore e sentei na margem do rio. Olhei a água que se movimentava devagar. Hoje a correnteza estava suave. Gostaria de compartilhar daquela calmaria que ela me transmitia, mas meu coração mais parecia um vulcão atormentado.

Fiquei ali por alguns minutos até perceber que uma chuva se preparava para descer bem na minha cabeça.

Eu precisava ir embora antes que a chuva me deixasse ilhada igual a outra vez. Meu pai não confiaria mais em mim se eu não chegasse em casa no dia combinado. Montei em Jam Black e cavalgamos por algum tempo até que Beto surgiu caminhando no meio do pasto.

– Oi meu amor. Júlia disse que você veio nessa direção.

– O que foi aquilo, Beto? Qual o motivo da sua briga com João Victor? O que ele queria me contar?

– Carol, não é nada demais. João Victor apenas se meteu onde não devia.

BRR BOOOM!

Um trovão confirmou minha previsão de chuva e me fez lembrar que eu precisava sair da fazenda o mais rápido possível.

– Beto, podemos conversar na cidade? Estou com medo que a chuva deixe a estrada intransitável como da última vez.

– Sim, eu vou com você. Tava querendo mesmo dormir na minha casa hoje.

Entreguei Jam Black a Sebastião, me despedi de Ana, peguei minha bolsa e fui embora. Júlia não estava em casa quando eu voltei. Saímos da fazenda em direção à cidade por volta das 13h. Eu fui na frente e Beto atrás me seguindo.

No primeiro semáforo, já na entrada da cidade, Beto parou ao meu lado.

– Vamos pra minha casa? Lá podemos conversar melhor.

Ele tinha razão. Com meu pai e minha mãe em casa, seria impossível conversarmos.

Concordei e ele me ultrapassou para ir indicando qual o caminho do seu apartamento. Seguimos em frente e após alguns metros, dobramos à direita. Quatro ruas depois, viramos à esquerda. Entramos numa rua de paralelepípedo, arborizada e muito familiar.  O carro de Beto parou em frente a um prédio de fachada verde-mar, de torre única, com dois apartamentos por andar.

P&@#!¨%*%$#@! Meus olhos com certeza estavam brincando comigo. Não era possível. Beto morava, exatamente, no mesmo prédio que Rodrigo.

– Carol? – Beto bateu na janela do carro.

Baixei o vidro.

– Oi.

– Não vai entrar?

Não tinha percebido que o portão estava completamente aberto e um carro aguardava atrás de mim para entrar também. Saí do meu estado de choque e estacionei na segunda garagem de Beto.

– Qual o andar que você mora?

Foi a primeira coisa que perguntei ao descer do carro. Se for o mesmo andar de Rodrigo, eu desisto da vida e vou ser infeliz em algum lugar bem distante.

– Moro no décimo, por quê? Tem medo de elevador?

Ufa! Eu sabia que todo o azar do mundo não me pertencia. Rodrigo morava no quinto.

– Não. Só curiosidade mesmo.

A tensão permaneceu até sairmos do elevador e entrar no apartamento de Beto. Que, por sinal, era lindo e bem mais leve que o de Rodrigo. Seria um tipo de decoração que eu escolheria para minha casa.

– Amei seu apartamento. Transmite paz.

– Obrigado, meu amor.

Ele tentou sorrir, mas seu olhar continuava triste.

– Agora seja sincero comigo, Beto. O que aconteceu?

Ele abria as cortinas da varanda e eu continuava em pé na sala.

– Vem cá?

A varanda do apartamento era grande e tinha um sofá branco, com encosto de madeira, decorando boa tarde da sua extensão. Sentei ao lado de Beto e ele me abraçou forte.

– Independente de qualquer coisa, eu não vou me afastar de você.

Afastar? Minhas mãos estavam geladas.

– Diga logo o que é, por favor.

Beto atendeu meu pedido e falou a surpresa que recebeu ao chegar em casa. A princípio ele escondeu de todo mundo, mas João Victor, a pedido da sua mãe, foi procurar a carta e descobriu a verdade. Ninguém gostou por ele não querer aproveitar essa oportunidade e João Victor foi o mais inconformado.

Eu não podia vibrar com a notícia. Quem ficaria feliz em saber que seu recém-namorado passaria dois anos em outro país? Por alguns minutos eu me mantive em silêncio, apenas olhando a vista do apartamento dele.

– Você precisa ir, Beto.

– Não, Carol. Eu não vou. Não se sinta culpada por nada. Sou eu que não quero ir.

– Por que você não quer ir?

– Por várias razões.

– Se não tivéssemos namorando, você iria?

– Não sei. Talvez sim, talvez não.

Eu sabia que era mentira dele. Era óbvio que Beto não queria ir por minha causa. Mas, por mais que doesse, João Victor tinha razão, ele não podia desperdiçar aquela oportunidade única.

 – Não precisamos terminar nosso namoro por isso. São dois anos e não a vida inteira. Vamos sobreviver durante esse tempo.

– Não, Carol. Você não entendeu? Eu não quero ficar longe de você.

Ele segurou meu rosto com as duas mãos e seus olhos estavam cheios de água.

– Beto, eu não vou me senti bem se você ficar. Confie em mim, eu vou estar ao seu lado, mesmo longe.

– Não… Não precisamos passar por todo esse sofrimento. Eu estou com tanta raiva de João Victor. Se ele não tivesse se metido, nada disso estaria acontecendo.

– Ele só quis te ajudar. Tente não culpá-lo. Já sei! Posso pedir a meu pai para viajar com você e passar uma semana lá. Que tal?

Ele sorriu sem vontade.

– Estar com você, em qualquer lugar do mundo, é sensacional.

Nos beijamos como se o universo inteiro fosse perder a luz e nunca mais conseguíssemos nos encontrar. Meu celular adivinhou o exato momento errado para tocar. Era meu pai. Tive que atender.

– Oi, pai.

– Cadê você? Eu e sua mãe estamos te esperando.

– Já estou chegando. Em, no máximo, vinte minutos estarei em casa.

– Tudo bem. Venha com cuidado.

– Certo, pai. Pode deixar.

Desliguei o celular e levantei.

– Tenho que ir agora. Não posso mais abusar da paciência do meu pai.

– Posso te ver ainda hoje?

– Não sei, já dormi fora de casa ontem. Mas vou pensar em algum jeito e te aviso.

Beto me abraçou pelas costas e caminhou colado comigo até a porta.

– Se a saudade aumentar muito, eu apareço lá de surpresa.

Sorri.

– Estou falando sério.

A porta do elevador se fechou e não pude mais vê-lo. Quando entrei no carro, toda a força que demonstrei na frente dele foi embora.

A dois metros do apartamento de Beto eu fiz uma curva e me transformei em um perigo para o trânsito. As lágrimas caiam sem parar e deixavam a minha visão completamente turva. Com muito esforço, consegui chegar em casa.

– Filha, o que houve?

– Muitas coisas, pai.

A dor que eu senti ao saber que Beto ia embora, até então disfarçada por uma maturidade que eu não tinha, estava ali totalmente exposta a meu pai.

 – Beto vai passar dois anos fora do Brasil. Ele não quer ir, mas não deixarei que ele desista do mestrado por minha causa.

Meu pai respirou aliviado. Certamente, passaram pela sua cabeça, um milhão de coisas piores. Ele me abraçou.

– Eu sei que você deve estar se perguntando: Por que isso tinha que acontecer logo comigo? Mas você precisa entender, minha filha. Essas coisas só acontecem porque temos o cofre mais seguro do mundo para proteger o nosso amor. Sabe qual é?

Eu me acabando em lágrimas e meu pai queria que eu pensasse em charadas.

– Não, pai. Não sei.

– É seu coração, Carol. Ninguém, nunca, conseguirá roubar o amor que você guardou aí dentro. Nem mesmo a distância, nem o tempo… Se acalme e pense nisso. Se você guardou aí, ninguém pode retirar.

Meu pai tinha razão, mas na prática era difícil. Quando você ama alguém não quer passar nem um dia longe, imagine dois anos. Só que eu não tinha escolha, então precisava ser forte.

Disse a ele que ficaria bem e fui para meu quarto. Sentei no chão do meu banheiro e chorei escondida. Me permiti ser fraca e egoísta naquele momento. Eu não queria me despedir do sorriso de Beto, do abraço, do olhar carinhoso. Queria encontrar alguma forma de permanecer perto. Eu era a imagem do medo. Medo de perdê-lo, da solidão que a ausência dele ia me causar.

Chorei mais alguns litros e tomei um banho para lavar a minha dor. Adormeci após contar as estrelas imaginárias do teto do meu quarto.

Sempre usei essa técnica para esvaziar a mente. Enquanto eu contava as estrelas imaginárias, o problema se distraía, deixando o ambiente mais leve.

Sonhei com o gato que arranhou minhas costas. Ele subia na minha cama e me olhava com um olhar de abandono, pedindo carinho. Mas quando eu estendia o braço para acariciá-lo, ele se transformava num monstro de olhos vermelhos e pulava no meu rosto. Acordei assustada, verificando se tinha arranhões na minha pele.

Minutos depois meu pai bateu na porta.

 – Carol?

– Tá aberta, pai.

– Tem um rapaz querendo falar com você lá na sala.

– Não diga que é outra notícia ruim?

– Não digo.

– Então é?

Meu pai sorriu.

– Vá na sala e descubra.

Saí correndo. Ruim ou boa eu queria saber logo.

Beto estava ajoelhado com uma caixinha aberta. Dentro, um anel delicado de brilhantes. Assim que me viu ele começou a falar.

– Carol, essa é a minha condição para ir fazer o mestrado. Você aceita se casar comigo?

 

Continua…

 


 

Plá:

Quem já conseguiu domar o amor? Não tente, ou tente. Mas, provavelmente, você perderá.

 

Além das emoções do capítulo de hoje, mais tarde terá o sorteio do kit amigos dos castelos da Bela e a Fera. Boa sorte e até a noite!!! Beijo!!!

6 comentários em “Vida de Solteira – 14: Uma batalha perdida

  1. Tem um olho na minha lágrima. COMO ASSIM ELE PEDIU ELA EM CASAMENTO? Onde eu encontro um Beto na minha vida? Como vai ser daqui para frente? E a relação do João com a Julia? Aquela peste do Rodrigo vai ressurgir das cinzas? EU PRECISO DE RESPOSTAS!!!! Arrasou no capítulo como sempre. Eu preciso saber de mais!! Prevejo mais um livro de sucesso sendo lançado logo, logo. Amei. Bjs!!

  2. Eu não acreditooooooo!!! Ai meu Deus!!!!! Que emoção!!!!! Você ama nos deixar curiosas ne??? 🙈🙈🙈

  3. Quero q ela aceite e va morar la cm ele esses 2 anos. Ahh ameeei o capítulo. ❤ quero logo o próximo…bjs

  4. não ainda não encontrei ninguém, tava conhecendo uma pessoa, mas aí minhas expectativas se foram pelo ralo quando minha disse pra mim que ele estava beijando outra, e o idiota ainda teve o cinismo de perguntar por mim :/… então espero que dê tudo certo pro casamento haha ACEITA.. ACEITA.. ACEITA

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